Tradutor-vampiro

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Em qual período do dia você trabalha melhor?

É uma pergunta que sempre faço quando converso com os colegas. Parece que preciso de um reforço, de mais confirmação de que a hora certa de trabalhar é durante o dia. É a mais certa para mim, que tenho um filho pequeno e organizo o dia a dia de acordo com as necessidades dele: hora de ir à escola, de voltar, comer, fazer lição, estudar, brincar, dormir e… acordar! Ele acorda cedo, bem cedo, porque, afinal, estuda de manhã. “Mas por que você não deixa o menino estudar à tarde?” é o que sempre me perguntam. A escolha pelo período da manhã foi minha desde o começo, ele sempre reagiu bem e não penso em mudar, por vários motivos pessoais.

Mas como tudo tem um porém, o meu dilema está no fato de eu trabalhar muito melhor à noite do que durante o dia. Quando a rua e a casa ficam em silêncio, depois das 21h30, geralmente, é quando a produção aumenta, aumenta e vai firme até 1h, 2h da madrugada. E levanto às 6h para começar o dia, colocar a vida para andar, coisa e tal. Ou seja, sem chance de seguir essa rotina todos os dias.

Em épocas mais tranquilas de trabalho, consigo dormir às 22h30, 23h, para acordar disposta na manhã seguinte. Mas e quando o trabalho está em ritmo intenso? Como dormir cedo e amargar uma produção abaixo da ideal na manhã do outro dia?

Estou descobrindo a solução, vejam vocês.

Tradutora-ninja e muito bem relacionada que sou (rá!), mas sem motivação constante (leia-se “chefe”) para produzir como se deve, uni forças com outros tradutores-ninjas que produzem relativamente bem durante o dia, mas que também estavam meio caídos, coitados 😀 Não dividimos o mesmo espaço físico, mas temos uma salinha virtual na qual nos encontramos para dividir as alegrias e as mazelas da vida e, tentando fazer com que um fechasse o bico quando os outros conseguiam se concentrar, decidimos testar uma mistura de técnica Pomodoro (leia mais em www.pomodorotechnique.com) e “fecha a matraca aí, poxa, vamos traduzir”. Cronometramos um tempo que consideramos ideal e só depois desse período voltamos a nos comunicar. Isso não elimina totalmente outras interferências (telefone, campainha etc.), mas tem ajudado – e muito – a melhorar a concentração. Acredito que três elementos tenham papel forte aí: cumprir a “promessa” de se dedicar a trabalhar, já que os outros também se comprometeram; o espírito competitivo (não quero ser a lerda, vou trabalhar também) e a alegria de ver o trabalho progredindo. Para mim, o ânimo de encerrar a cota do dia antes do pôr do sol tem sido grande. O mais bacana é que fazemos as nossas “corridinhas” em grupo, em pares e – pasmem! – até individualmente. “Ah, eles ainda não estão aqui, então vou fazer um ‘pomodoro’ até chegarem”. E tem sido extremamente proveitoso.

Estou, finalmente, me habituando a trabalhar mais durante o dia!

Acho que, vez ou outra, vou acabar avançando o “limite”, vou acabar trabalhando à noite. Mas quero que dias assim sejam exceção, não a regra. O tempo passa, o corpo pede arrego ou você decide que chega, está na hora de ter, de uma vez por todas, rotina de gente “normal”: trabalhar para viver, com horário definido, tudo bem legal.

Com tudo isso, concluo duas coisas:

1) É possível, sim, mudar certas coisas que temos como “verdade inalterável” (xô, síndrome de Gabriela, aquela que nasceu assim, cresceu assim, é mesmo assim e vai ser sempre assim…)

e

2) Às vezes, pensamos que conseguimos tudo sozinhos, mas a caminhada pode encrespar. Se tivermos amigos por perto, tudo fica mais fácil. A união faz a força, unidos venceremos e toda essa história que ouvimos desde sempre são grandes verdades 🙂

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