Você sabe o que é declutter – Final

William Cassemiro

Vamos continuar a eliminar a bagunça do desktop?

O primeiro post sobre o assunto você encontra aqui.

A figura abaixo mostra a disposição e conexões do hub USB, da placa de som e do leitor de CD/DVD externos, vistos por baixo. Observe o prendedor de cabos, à  esquerda da imagem, usado para evitar que o cabo USB, que vem do computador, fique pendurado:

Como sou destro, deixei a área esquerda do desktop com recursos que não preciso usar com frequência, liberando o espaço do lado direito para o uso do mouse/trackpad.  O computador, um Mac Mini, para ocupar menos espaço, também ficou no lado esquerdo. Como você pode ver nessa imagem, se você também tem problemas em arrumar um lugar para colocar os fones de ouvido e tê-los sempre à mão, é fácil resolver isso com um suporte para toalhas, fácil de achar e baratinho.

Esconder a fiação em cima da mesa foi outra preocupação. Como o computador fica ali em cima, vários fios precisam chegar até lá. Solução: um HD externo  que fica na posição vertical, cobrindo a entrada dos fios pelo tampo da mesa e uma espécie de caixa de madeira, fácil de fazer, sob medida para encaixar atrás do Mac Mini:

Como podem ver, um hub USB com 7 portas, fixado em cima da caixa que esconde a fiação facilita a conexão de dispositivos.

O som do Mac Mini não é ruim, ainda mais se pensarmos que ele é praticamente um laptop, mas para melhorar e também diminuir a quantidade de fios, uso um conjunto de caixas Edifier R18USB. Essas caixas têm controle de volume e mute no cabo, que ficou atrás dos monitores. Isto não é problema pois os controles são feitos também no teclado, um Microsoft Confort Curve, que logo será trocado por outro igual, mas wireless.  Em vez de mouse, uso um Magic Trackpad da Apple, além de ser muito prático, é wireless.

Bom, foi assim que ficou meu desktop declutterizado:

 

 

Está tudo acessível, o que elimina a preguiça que bate de vez em quando de pegar “aquele dicionário”, “aquela gramática”.

Estico o braço direito: Agenor Soares, Isa Mara e os Lufts me ajudam…

…estico o esquerdo: Celso Cunha e o Tio Bechara dão uma mãozinha.

Antes que me esqueça: sim, é para eliminar a bagunça. Mas não ouse chamar meus carrinhos de bagunça! Afinal, a parte lúdica ajuda a deixar o ar mais leve.

Inté a próxima.

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Interpretar o intraduzível

Adriana Machado

O trabalho de interpretação costuma ser cercado de mitos. Eu acho que “causos” são a melhor arma para derrubar mitos. Não acredito em “segredos de cabine”. Mistério pra quê? Vamos lá.

Uma das mais tradicionais piadas sobre interpretação diz o seguinte:

To make a long story short...

A missionary goes to Africa to visit a community, a very old, primitive tribal community. He gives a long sermon. For half an hour he tells a long anecdote, and then the interpreter stands up. He speaks only four words and everyone laughs uproariously. The missionary is puzzled. How is it possible that a story half an hour long can be translated in four words. What kind of amazing language is this? Puzzled, he says to the interpreter, “You have done a miracle. You have spoken only four words. I don’t know what you said, but how can you translate my story, which was so long, into only four words?”

The interpreter says, “Story too long, so I say, ‘He says joke — laugh!’ ”

O que aqui é contado como piada, acredito que seja na verdade uma estratégia para os intérpretes, principalmente na tradução simultânea. Fala-se sobre isso, em tom de piada e eu tinha a curiosidade de saber se alguém realmente usa a estratégia.

Aparentemente sim, como se vê no vídeo abaixo (em inglês), com conselhos de um professor de interpretação da universidade de Leeds (Obrigada Cecilia Mattos!):

Nunca tinha precisado lidar com isso… até hoje!

E não foi um palestrante contando uma piada ou fazendo uma gracinha para quebrar o gelo no início de uma apresentação, não! Cheguei no evento ciente que teria que interpretar uma rápida intervenção do comediante Marco Luque com seu personagem Silas Simplesmente, o taxista.

Uma das características do personagem é justamente inserir palavras em inglês, normalmente pronunciadas de forma engraçada, na sua fala. Considerei substituir por palavras em espanhol, mas sabia que não seria a mesma coisa.

Um detalhe Minha sorte era que havia apenas um único ser humano que iria ouvir a tradução para inglês e pensei: vou avisar que a graça do personagem é usar palavras em inglês e continuo traduzindo o conteúdo, paciência. Isso combinado com o parceiro de cabine, mandei bala.

Até que Silas Simplesmente simplesmente começou a fazer piadas usando nomes e sobrenomes de famosos. Assim:

Você quebra nozes e o Francisco Cuoco

Sua buzina faz bibi, a da Joana Fomm

Você na cama dá duas, Leonardo da Vinci

Você morre uma vez, a Alanis Morrissette

O seu é pequeno, o do Paulo Cesar Grande

São as que eu lembro, mas foram bem umas vinte, no mínimo.

Aí não tem jeito né? Tive que usar a estratégia da piada, dizer: “ele está fazendo piadas usando o sobrenome de pessoas famosas” e, glória das glórias, desligar o microfone e finalmente poder me acabar de rir alto. 😀