Pela liberdade de escolha da ferramenta de trabalho

Pricila Reis Franz

Ainda hoje li uma dúvida de um tradutor no Facebook sobre qual ferramenta de auxílio à tradução (as famosas “CATs“) deveria comprar, visto que a maioria das agências exigia a ferramenta XXXXXX. Sei que algumas agências chegam a solicitar que o tradutor assine um termo declarando que só faz traduções através da ferramenta YYYYYY (felizmente não trabalho para nenhuma dessas).

Uni, duni, tê, a ferramenta escolhida foi você!

Uni, duni, tê, a ferramenta escolhida foi você!

A área da tradução é uma das poucas em que vejo o cliente exigindo que seu trabalho seja feito em determinada ferramenta. Já pensou chegar no consultório do dentista e perguntar que ferramentas ele usa? Ou ainda se negar a ser atendido porque ele não usa a ferramenta x ou y?

Aqui no meu “escritório” quem escolhe as minhas ferramentas sou EU. Por isso, o cliente pode mandar o arquivo com a extensão mais esdrúxula que for; meu primeiro passo é verificar se há alguma forma de traduzir no programa de minha preferência (atualmente é o memoQ). Isso não significa que essa seja sempre a opção mais fácil, pois implica em aprender a converter formatos de arquivos (e saber o que significa .ttx, .tmx, .pdf, .xml, .sdlxiff, .xlz, etc), e na maioria das vezes, descobrir o caminho das pedras sozinha.

Por exemplo, esses tempos caiu em minhas mãos arquivos com três formatos diferentes, cada um com seu programa próprio para tradução: um  .txml (do Wordfast Pro), outro .tpublic1900 (do Passolo – que extensão esquisitinha hein?!) e, por fim, .xlz (do Idiom WorldServer Workbench).

Uma rápida pesquisa no Google me ajudou e consegui traduzir os 3 tipos no memoQ. Entreguei os trabalhos e o cliente nem ficou sabendo que usei uma CAT diferente. Quando isso acontece, geralmente acabo fazendo um post sobre o  “passo-a-passo” no meu site para que outros colegas também tenham a liberdade de escolha.

Fica a dica: trabalhe com a ferramenta que você achar melhor. Mas depois de escolher, não se esqueça de estudar e pesquisar para aproveitá-la ao máximo!

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10 comentários em “Pela liberdade de escolha da ferramenta de trabalho

  1. Priscila, concordo com 98% do que você expõe acima. Os restantes 2% são justificados pelo fato de as agências terem uma determinada ferramenta com a qual seu pessoal interno já está acotumado ou é a única que eles conhecem e na hora da revisão dá cano. Se dá cano, eles perdem o cliente e no fim nós também pois ficamos sem aquela referência.

    Voltando aos 98%, eu conhecó e já trabalhei com várias ferramentas e no momento só tenho uma cuja versão mais atualizada que comprei foi em 2010 e nem cheguei a insatalar :o) A velha continua funcionando muito bem para o pouco que eu faço.

    Tenho que fazer o que você sugere: aprender mais sobre a minha ferramenta preferida para poder aproveitá-la ao máximo. Só preciso mesmo achar tempo para isso.

    Beijos.

  2. No caso de arquivos TTX, traduzo no memoQ, mas depois passo o arquivo todo no TagEditor, só para garantir. O que me espanta é o formato TTX ainda ser tão usado, tantos anos depois de o Trados Workbench ter sido substituído pelo Studio. E sim, já tive (ou causei…) problemas com uma agência por terem me pedido para trabalhar em Trados, eu ter insistido com Wordfast e depois dar erro nas tags. De lá para cá, fiquei mais cuidadoso com isso.

    • Cuidado redobrado nas conversões de um formato para outro é o ideal sempre. Também não entendo o motivo de ainda usarem o ttx. Deve ser pelo costume mesmo. Já viu bicho mais avesso às novidades que PM?

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