Curso de Wordfast Pro em São Paulo

Adriana Machado

O John Di Rico, instrutor de Wordfast, virá a São Paulo para dar um curso de Wordfast Pro para iniciantes dia 8 de maio.

Segue abaixo o email do John com detalhes, está em inglês e assim deixei, afinal como é ele que vai dar o curso, então será em inglês, infelizmente quem não entende não poderá tirar muito proveito. Hummmmm… pensando bem, se quiser contratar um intérprete, estamos aí! 🙂

Dear Colleagues,

A Wordfast Pro training for Beginners (details here:  http://www.apextra.net/training/pro/beginners) will take place on May 8th at Av. Paulista, 2006 – 4 andar (Metro Consolação) from 9 am to 5 pm. Participation is limited to 10 people so please sign up today to reserve your spot!

The price is R$ 300 until April 30th, and R$ 360 if you sign up in May.

Please fill out this form to register: http://www.apextra.net/register

Once I receive your registration, I will then send you an invoice, payment instructions, and additional instructions (how to access pre-training content online and download the training files we will work on during the workshop). This is a hands-on workshop, you must have your laptop with at least the free, demo version of Wordfast Pro INSTALLED on it.

O email do John é: john@wordfast.fr
por Adriana Machado Postado em CATs

Alemão da Alemanha, Áustria e Suíça

Moni Notton

A princípio, eu não queria postar nada referente ao idioma alemão e somente dar os meus pitacos por aqui, de vez em quando, mas hoje aproveito para dar um alerta: há diferenças entre o alemão da Alemanha e o alemão da Áustria e da Suíça.

Outro dia recebi um texto e no decorrer da tradução estranhei alguns termos. Foi quando eu percebi que o meu cliente é austríaco e não alemão.

O idioma alemão é falado não somente na Alemanha, mas também na Áustria, e na Suíça, onde é língua oficial (bem como em Liechtenstein, entre outros, mas isto não vem ao caso no momento).

Mesmo sendo o mesmo idioma há algumas diferenças, principalmente na fala, em decorrência de seus diversos dialetos, além das diferenças culturais óbvias entre os países.

Por sorte vivi no sul da Alemanha, não muito distante dos dois países e pude aproveitar o meu conhecimento, mas para aqueles que não estão familiarizados com as diferenças linguísticas, encontrei algumas listas/dicionários que apresentam as diferenças entre o alemão da Alemanha e o da Áustria e Suiça:

http://de.wikipedia.org/wiki/Liste_von_Austriazismen – austríaco

http://www.ostarrichi.org/- austríaco

http://www.oesterreichisch.net/woerterbuch-A-oesterreichisch.html – austríaco

http://de.wikipedia.org/wiki/Schweizerdeutsch – suíço

http://www.dialektwoerter.ch/ch/a.html – suiço

http://www.schwiiz.eu/schweiz_woerterbuch.php – suiço

Até mais!

Tradutor também faz laboratório

Flávia Souto Maior

Quando recebi a primeira proposta para traduzir livros infanto-juvenis (young-adult literature – YA, ou crossover fiction), não sabia muito bem o que esperar. Na minha cabeça, as dificuldades não seriam grandes, o texto seria mais leve, mais “fácil”. Topei.

Mas não foi bem assim. Comecei a ler o original e logo me dei conta de que há tempos não tinha contato algum com adolescentes, nem o hábito de ler blogs ou publicações voltados para esse tipo de público. O que fazer com todas aquelas gírias? Se eu usasse as que conhecia, estaria entregando a idade.

Descobrir o que significavam não foi tão difícil, já que para traduzir temos que ser ótimos pesquisadores. Nesse caso específico, dicionários não ajudam muito. Mas o contexto aliado a leiturinhas aqui e ali já resolveriam o meu problema. No entanto, como diria aquilo em português? Se a personagem tem dezesseis anos, não pode falar como uma menina mulher de trinta.

Eu sempre tive mania de ficar escutando conversas alheias. Sei que não é muito educado, mas para mim é o modo mais rico de ter contato com registros linguísticos diferentes do meu em sua forma mais pura, sem interferências. Fico de ouvido ligado em restaurantes, filas, cafés. Uma vez, no ônibus, deixei de descer no meu ponto para saber se, afinal, a recepcionista de um hospital conseguiria convencer o namorado a deixá-la viajar sozinha com uma amiga do trabalho. Reparo em tudo, principalmente nas escolhas lexicais. Vou anotando na cabeça, às vezes em um caderninho.

Pois foi assim que resolvi fazer uma laboratório intensivo de bisbilhotamento de conversas de teens.  Em cafés e restaurantes, em vez de fugir daquela mesinha barulhenta como sempre costumava fazer, lá ia eu sentar bem perto. Fila de cinema, lá estava eu com meu saquinho de pipoca. Pensei em passar em uma escola no horário da saída dos alunos, mas achei que talvez os pais pudessem estranhar uma pessoa rondando seus filhos.

Também fiquei mais atenta à forma como os adolescentes se comunicavam por escrito. Aí foi a hora de correr para os blogs, Twitter e Facebook. Comecei a seguir primos, amigos de primos, filhos de amigos…

Em pouco tempo, construí meu repertório. Os diálogos dos livros, que antes pareciam tão travados em português, foram fluindo, ficando mais autênticos. Aparentemente, o resultado foi aprovado, pois continuo traduzindo livros desse gênero.

#Fik dik. Quando precisar traduzir um registro que não domina, em vez de apelar para #G-zuiz e gritar #oremos, basta prestar mais atenção à sua volta.

O outro na tradução

Petê Rissatti

Tenho pensado muito na tradução e no fazer tradutório de forma geral e tenho me deparado com questões bastante inquietantes, mais do ponto de vista pessoal do que profissional ou acadêmico, confesso, mas que acredito ser importante dividir aqui, pois talvez esse seja uma assunto bom para se pensar. Estive matutando em como os tradutores se encaram, ou melhor, como não se põem no lugar do outro colega de profissão. Ouço diversos ecoares em direções distintas, porém saindo de bocas que deveriam ou poderiam ser a mesma. Sim, estou falando de dois blocos de profissionais que parecem estanques, mas não são, apesar dos esforços: o bloco dos tradutores técnicos e o bloco dos tradutores literários. Claro, isso existe em todas as profissões, mas sinto que na tradução (talvez por estar mais próximo, dentro do redemoinho) a coisa beire o preconceito velado. Até porque são dois mundos completamente distintos, esse da tradução técnica e o pragmatismo feroz e o lema time is money levado às útlimas consequências e o outro (mas o mesmo) da tradução editorial (englobando praticamente todas as  literaturas), no qual um pseudo-status concorre com o lado business do ofício. E no meio disso voam farpas e discussões acaloradas: quem ganha mais, quem faz mais, quem ganha menos?

Dificilmente chegaremos a um consenso. Talvez por ser uma questão de gosto, por um lado, de aptidão por outro. Há muitos anos se dizia (e em muitos casos isso ainda é verdade) que a tradução literária paga uma miséria e, veja bem, tradutor é aquele que vive de tradução. Então, nem todo o amor do mundo pela arte encheria a barriga do tradutor e dos seus, de modo que ele precisaria procurar algo mais rentável. Esse algo seria a tradução técnica (e isso engloba todas as traduções que tenham uma área de especialidade em setores econômicos definidos), à qual se dedica a maioria dos meus colegas. Porém essa verdade hoje está algo difusa, visto que já soube de (e já prestei) serviços de tradução editorial que, se não ultrapassavam, se equiparavam ao que as agências de tradução têm pagado por essas bandas. Não digo os preços vergonhosos praticados por algumas, mas preços bastante razoáveis.

Então assim seguimos: de um lado alguns tradutores literários recebendo loas (sem as merecer às vezes) em revistas e na mídia e os tradutores técnicos, que são a maioria, sem reconhecimento algum (porém [ou talvez] melhor remunerados). Há o valor da arte, óbvio, incomensurável, mas ninguém pensa que no manual do secador de cabelo ou do micro-ondas houve trabalho e suor de tradutor e ninguém se dá ao trabalho de lembrar que ali também agiram as mãos de um profissional (que deveria ao menos ser) capacitado. E quando algo dá errado, de certo a culpa é do tradutor. Não entrarei nesse mérito, pois é outra história e outra briga que posso comprar aqui, quase de graça.

Para desempatar e fechar o texto (e nunca o assunto), talvez falte muita coisa para que esses gêmeos siameses parem de brigar: humildade e respeito. O tempo não dá apenas rugas e dores, mas sabedoria para reconhecer que quem está começando precisa de apoio, e não de porrada. Que não é pelo fulano fazer apenas best-seller que é uma besta célere ou a sicrana se dedica exclusivamente a manuais de informática que lhe falte tato (ou talento) para traduzir alta literatura. Muitas vezes é falta de oportunidade, as panelas são pequenas para vontades tão grandes. Então, tradutores, pensem que aquele a quem você ataca pode ser o que lhe dará a mão ali na frente. E o que você tanto louva pode não ser tão bom quanto parece, mas vende bem o seu peixe e consegue façanhas inimagináveis. O mundo gira, a Lusitana roda e o que importa é valorizar o próprio trabalho e ter prazer naquilo que faz. O que vem depois? Consequências e resultados.

Webinar – The World of Conference Interpreting

Adriana Machado

Muita gente tem fascínio pelo aparente glamour da profissão de intérprete de conferências. Outros imaginam que é algo apenas possível para seres com alguma habilidade sobrenatural/alienígena.

Afinal, que mundo é esse? Se você tem interesse, está estudando ou gostaria de conhecer a profissão, assista ao webinar The World of Conference Interpreting, oferecido pela ATA, no próximo dia 17/04/12. Infelizmente não é gratuito, mas todos sabemos que é importante investir quando se tem um objetivo a longo prazo!

http://www.atanet.org/webinars/ataWebinar109_int_conference.php

Você sabe o que é declutter?

William Cassemiro

Nosso trabalho é essencialmente mental. Você não começa, ou não deveria começar, uma tradução sem organizar os recursos, glossários, fontes de referência, especificações do cliente, dicionários, guia de estilo, etc. Não tenha dúvidas de que um ambiente bem organizado facilita o trabalho mental.

Falarei um pouquinho sobre essa organização pré-trabalho… por partes.

Nesse primeiro post vou mostrar como organizei meu desktop.

A maioria de nós trabalha em casa e sabemos como é difícil conciliar o ambiente doméstico e o profissional: a tv, o aparelho de som, a movimentação normal da casa, tudo pode atrapalhar sua concentração.

No meu caso, os sons ambientes são facilmente eliminados com fone de ouvido e dois recursos: música instrumental ou ruído branco (assunto para outro post, mas que você já pode conhecer aqui).

Resolvidos os problemas “sonoros”, o que mais me atrapalha na hora de começar um trabalho é a bagunça no desktop. É aí que entra esse tal declutter.

Segundo o British Dictionary:

declutter |ˈdēklətər|

verb [ with obj. ]

remove unnecessary items from (an untidy or overcrowded place)

Ou seja, no popular: eliminar a bagunça!

Há vários sites com dicas para organizar o home office, um que me ofereceu ótimas ideias foi o Declutter Your Desk.

Vamos lá?

Aqui estão duas fotos de como estava meu desktop antes da organização:



Acredite: fotos reais, sem retoques!

Se você deu uma olhadinha no site Declutter Your Desk, mas não tem ideia de onde conseguir aquela madeira para fixar os aparelhos embaixo da mesa, aqui vai uma sugestão: nos depósitos de construção, compre uma tela plástica. É barato, paguei R$ 4,00 em um metro… sobrou tela. Veja como fiz:

Para fixar embaixo da mesa, usei esses ganchinhos:

Agora é só colocar a tela com o roteador e o modem:

A solução que mais gostei nessa organização foi a fixação do leitor de DVD e da placa de som USB. Como uso um Mac Mini, nessa nova versão ele não tem leitor de DVD embutido e os conectores de som só estão disponíveis atrás do micro. Isso me atrapalhava muito na hora de usar o Skype.

Solução: placa de som e leitor de DVD USB, além de um hub USB.

Aqui está o suporte do hub, feito com uma cantoneira e fixado na lateral do suporte de teclado, no lado esquerdo:

Aqui, o hub já fixado. Dele saem as conexões para a placa de som, para o leitor de DVD, que usa duas portas USB, e também para as caixas de som, que mostrarei no próximo post.

O suporte para o leitor de DVD também foi feito com cantoneiras e a placa de som foi fixada com adesivo dupla face. As cantoneiras na parte de trás funcionam como um batente para evitar que o leitor caia quando alguém pressionar o botão de abertura com mais força:

Observe as borrachas entre o leitor de DVD e as cantoneiras para mantê-lo bem preso:

Bom pessoal, este foi o post inicial. No próximo, mostro mais detalhes e como ficou a fiação e o desktop “declutterizado”.

Uma última observação: se você gostou e quer colocar em prática, lembre-se, os parafusos e ganchos precisam ser para madeira! Além disso, você não precisará de furadeira se usar este tipo de parafuso. Mas não se preocupe, é bem fácil encontrar em qualquer depósito de materiais para construção ou, para os mais chiques, na Leroy Merlin.

Se tiver alguma dúvida, e-mail me: contato@williamcassemiro.trd.br

Inté!